O ideário sóciopolitico Escudista: Parte III – Fraternidade

Relativamente à Fraternidade, importa repensar esta, que só revelaria todas as suas virtudes desde que assumida em termos de justiça e cooperação social, afeiçoada mediante políticas de ajuda social e providencial aos Portugueses, sobretudo aos que estão perante dificuldades e maiores necessidades económicas devido às crises e erros praticados pela actual classe politica. Urge assumir o ideário de fraternidade para o quotidiano e transitar os seus valores inerentes da teoria para a prática, de palavras para a realidade, de modo a alcançar uma fraternidade em ação, sinónimo daquilo que representa o Escudismo, filho do pensamento e da moral da matriz social das mitologias lusitanas e do Catolicismo. Assim, se entendemos que Escudismo é sinónimo de Fraternidade, entendemos que esta é sinónimo de conciliação e harmonia e não de subversão, de livre iniciativa e não de ditadura, sendo que, não prescindimos dos meios meta-políticos de justiça social, que pretendemos que sejam completos e definitivos e que alcancem de forma gradual e equitativa todos os Portugueses, traídos pelo actual sistema e em constante situação abismal de dificuldade. Frente à táctica marxista de apresentar o trabalhador como oprimido pelo empresário, frente à ideia da luta de classes, o Escudismo apresenta a realidade: o sistema vigente e o liberalismo oprime tanto a trabalhadores como empresários e é ele o responsável pela criação do ambiente burguês que posteriormente causa as tensões nas empresas, provoca os despedimentos imorais e enche as ruas de desalojados. Portanto, é tão anti-Escudista um empresário sem escrúpulos, ou um banqueiro, quanto um trabalhador irresponsável. Pertencer a uma profissão ou desempenhar um papel perante o funcionamento da sociedade não dá licença para a injustiça. O Escudismo visa, deste modo, a perfeita cooperação e harmonia entre o Estado e os seus cidadãos, entre empresários, empreendedores e respectivos trabalhadores, dado que só assim, se desenvolverá Portugal a um patamar, no qual a independência face aos mercados financeiros externos será uma realidade não-utópica.

O Escudo Identitário ergue-se como pioneiro no combate das vontades da Nação, onde por toda a parte, a voz solene e rumorosa dos Portugueses contra a actual classe politica, se manifesta como um bramido de um grande mar distante, mas que já se deixa ouvir e entrever no fundo do horizonte. Aos Portugueses compete a sua palavra e os seus desejos e ao Escudo Identitário compete cumprir Portugal e produzir o seu pensamento no drama da história.

A Fraternidade Escudista é a mãe da Justiça dos Portugueses e a irmã da Harmonia entre os cidadãos da Pátria. A verdade, porém, é que, esta Fraternidade não pactua com o actual sistema e não é favorecedor dos interesses socioeconómicos deste, sendo que o principal objectivo dele é a liquidação do projeto Escudista. Mas isto é o carácter sagrado do Escudismo, que se insurge contra a exploração e uso dos Portugueses em detrimento dos interesses exteriores e da actual ordem política, que aspira à destruição da nossa identidade e à instabilidade social, através de guerras partidárias, desportivas e culturais entre os cidadãos Portugueses, de modo a que estes permanecem inconscientes e apaziguem a dor das suas dificuldades, para o beneficio daqueles que governam este Portugal moribundo, sem Rei nem Lei.

É a hora, Portugal!