O ideário sóciopolitico Escudista: Introdução

Antes de descrever os propósitos sociais que sustentam o Escudismo, urge-nos perguntar pelo que lutam os Escudistas. Uma pergunta de bastante simplicidade e de fácil resposta: O Escudo Identitário, pretendendo defender o futuro de Portugal e de tudo aquilo que espiritualmente o caracteriza, combate as “injustiças” que predominam na sociedade e na política Portuguesa, assim como, todas as opressões e misérias que marcam o actual estado político e social de Portugal. O capital de hoje em dia, que coloca Portugal como país colonizado pelos mercados financeiros, é o rei do mundo e o deus desta sociedade corrupta e injusta. Há que emancipar o ideal de independência não só na nossa sociedade mas, igualmente, nos vários povos Europeus e apagar, de uma vez por todas, a divisão entre as classes transnacionais, dominadoras do mundo, e os povos, dominados e enquadrados pela sociedade de consumo e pelo liberalismo em todo o seu esplendor, reduzidos à classe de lacaios do sistema. Assim pretende-se cumprir a missão de salvar Portugal e de fundir todos os Portugueses a uma só classe de cidadãos livres e iguais: a classe de cidadão Português. A redenção da Nação ambiciona fenecer a estrutura social que marca o actual Portugal liberal e capitalista e que rotula os cidadãos como ricos ou pobres, senhores e servos, governantes e governados, empresários e trabalhadores, homens e mulheres. A cidadania Portuguesa deve integrar, unicamente, Homens à condição de igualdade debaixo do mesmo céu e situados no nosso solo, em face dos diversos papéis, objectivos ou trabalhos dignos e justos, estes que assumem, igualmente, a sua importância no decorrer e desenvolvimento de Portugal. Deste modo, um elemento das forças de segurança é tão importante como um agricultor que é, igualmente importante, como um empresário, que por sua vez é tão meritório como um político ou um pescador, da mesma forma que um pai é crucial para a família como uma mãe. Em vista disso, se extinguirá todas as lutas entre as classes sociais e as diversas profissões, lutas essas assumidas e propagadas por partidos políticos e sindicatos que se assumem, retoricamente e de forma demagoga, como defensores do povo Português, e todos os cidadãos terão a sua importância no fortalecimento da Pátria, dado que todos terão que trabalhar para tal.

Para cumprir estes objetivos, o Escudo Identitário surge-se como um movimento meta-politico de ação e não como um partido político, dado que toda a ação dos diversos partidos na Assembleia da República representa para os Portugueses nada mais do que a dissipação do tempo, a dispersão de forças e o auxilio dado aqueles que, externamente, detém o controlo politico da Nação. Desta maneira, a única palavra face ao joguete politico desta III República que se destaca é: abstenção.

Assim, a profunda diferença ideológica entre a actual República Portuguesa e o ideário Escudista, patenteia-se na definição e concepção dos valores aliados ao lema: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Anote-se que o ideário Escudista se situa, numa clara perspectiva antiliberal, antijacobina e antiburguesa. Submetemos os ideais da Revolução Francesa e que vigoram nos dias de hoje a uma profunda mutação, procurando corresponder os valores aos seus significados reais e definições válidas.