O ideário sóciopolitico Escudista: Parte II – Igualdade

Partindo dos nossos princípios de Liberdade, a Doutrina Escudista visa florescer um novo ideal de igualdade, contrário ao actual sistema que defende a igualdade como um valor que só tem sentido ante a presença constitucional do Estado, emissor de leis gerais às quais ficam submetidos todos os cidadãos Portugueses, de forma a favorecer os lucros dos grupos económicos dominantes do nosso país, desconsiderando as diferenças que os diversos homens e mulheres, pais e mães, contribuem para o bem-estar da sociedade e para o desenvolvimento da Nação. Assim, considerando e ponderando os diferentes papéis, órgãos e profissões cruciais ao decorrer de uma sociedade, o Escudismo coloca em pé de igualdade todos os cidadãos Portugueses como Homens de extrema importância e deferência para o crescimento natural e orgânico da nossa sociedade e Nação. A Doutrina Escudista procura desvendar e recobrar o que melhor há num Homem Português, nas diversas áreas, e deste modo, solucionar uma sociedade especializada e formalizada nos diversos setores, igualando a importância dos variados encargos no enriquecimento de Portugal. Como anteriormente fora referido, pretende-se cumprir a missão de salvar Portugal e de fundir todos os Portugueses a uma só classe de cidadãos livres e iguais: a classe de cidadão Português, uniforme na sua identidade etno-cultural, sem desprezar as diferenças culturais e linguísticas entre as diversas regiões do território nacional.

Deste modo, a igualdade Escudista é, sobretudo, filosófica e não económico-financeira, procurando reverenciar e honrar de forma legítima a meritocracia laboral dos diversos cidadãos Portugueses. Assim, a intervenção política do Estado deveria manter um justo equilíbrio dos valores constitucionais de Igualdade, evitando o prevalecer máximo das Igualdades entre os cidadãos, de tal modo que as Igualdades, por ventura, se alargassem aos campos económicos, laborais e financeiros dos indivíduos, de forma a não desregular o cumprimento moral e espiritual da Nação.

O Escudo Identitário, insurge-se, então, contra a visão marxista de Igualdade que sustenta a premissa de que a igualdade de oportunidades deve produzir igualdade de resultados, e que, quando os resultados são desiguais, é porque um indivíduo ou grupo de indivíduos tem desfrutado de alguma vantagem injusta, entendendo-se por esta vantagem injusta, o mérito e os esforços laborais de um cidadão e dos seus antepassados. Esta é uma das várias razões pelo qual as sociedades comunistas, que viveram sob um sistema de igualitarismo radical, registaram os piores extermínios em massa de seres humanos na história.

Porém, rejeitamos, de igual modo, o ponto de vista liberal, dos valores de Igualdade, que implica a destruição dos valores etno-culturais de uma sociedade e torna a vida humana equivalente e substituível, incorporando a Igualdade como ideal preferido das massas inconscientes e cruéis, dado que se dirige a um sentimento que estas possuem em desmedida intensidade, nomeadamente a inveja.

Os valores de Igualdade, sob a perspectiva quer marxista como liberal, são causas fracturantes de uma Nação, dividindo profundamente sociedades, colocando todos os cidadãos ordinários de um Estado-Nação em constante combate entre si por sobrevivência. Destarte disto, o Escudismo visa uma Igualdade que une a Nação e os cidadãos Portugueses, sob égide dos seus valores etno-culturais e das suas matrizes históricas, de maneira a atingir a perfeita harmonia social para o desenvolvimento de Portugal.