O lado nocivo do puro altruísmo

Quase todos concordam que o egoísmo tem lados benéficos e prejudiciais, porém quando se fala de altruísmo é comum pensar-se que só algo de positivo poderá resultar. Um dado comportamento pode ser benéfico para mim, mas prejudicial para outra pessoa; pode ser benéfico para uma sociedade, mas prejudicial para outra; pode ser benéfico no curto prazo, mas prejudicial no longo prazo. Estes princípios gerais aplicam-se a qualquer conduta, e o resultado da acção requer sempre de uma análise relativa desta. Mesmo quando um pequeno grupo altruísta age conforme o planeado, funcionando de modo eficaz, este pode estar a causar danos a outros grupos ou à sociedade na qual está inserida. A “regra de ouro” é avaliar se esse subgrupo respeita o interesse hierárquico do grupo onde se insere. Tudo o que de mau associamos ao egoísmo individualista poderá também caracterizar o altruísmo nos níveis intermédios dessa hierarquia. O meu egoísmo pode ser prejudicial para a minha família, o altruísmo familiar pode ser pejudicial para a minha comunidade, o altruísmo comunitário pode ser pejudicial para a nação e o altruísmo global pode ser prejudicial para a nossa nação.

Frequentemente, vemos líderes políticos a tomar decisões prejudiciais a prazo enquanto falam de “interesse nacional”: oportunismo, compadrio, partidarismo, favorecimento económico, solidariedade social a alógenos, auxílio constante ao terceiro-mundo, promoção de imigracionismo e globalismo são exemplos de prejuízos criados a uma nação. Se a maioria das pessoas se sentem ofendidas com o facto do altruísmo poder ser prejudicial tal só se deve ao conjunto de valores morais igualitários que dominam a acção política, militar, religiosa, cultural e social. No momento em que a Europa luta pela sobrevivência, certa “falta de bondade” e “frieza” poderão ser a chave para vencer este desequilíbrio moral que existe na Europa. Portanto, enquanto identitários, enquanto europeus, procuremos beneficiar sempre aqueles que nos são mais próximos enquanto povo, enquanto etnia, porque qualquer “bem-intencionado” facilmente se pode perder num labirinto de consequências inesperadas.